Embrapa Informática Agropecuária agora é 100% Agricultura Digital

A unidade de Campinas (SP), liderada por Silvia Massruhá, muda de nome para atualizar seu posicionamento no contexto da Era Digital

Novembro 4, 2021.

A Embrapa Informática Agropecuária mudou de nome e passa a se chamar Embrapa Agricultura Digital a partir desse mês novembro, quando completa 36 anos. A mudança representa um reposicionamento da marca do centro de pesquisa, alinhada ao contexto atual de transformação digital na agricultura, que é seu foco de atuação e um dos pilares estratégicos para inovação definidos no VII Plano Diretor da Embrapa.

Conforme uma pesquisa realizada pelo Sebrae e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2020, 84% dos agricultores brasileiros utilizam ao menos uma ferramenta digital no processo de produção. Os avanços em inteligência artificial, bioinformática, blockchain e internet das coisas aplicadas à agricultura e a convergência de tecnologias também têm sido fundamentais para o desenvolvimento científico em diferentes temas de interesse do setor produtivo, visando à sustentabilidade, competitividade e agregação de valor.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, explica que além de fortalecer a presença no ecossistema de inovação, o objetivo com a mudança do nome é englobar de maneira mais ampla as vertentes de pesquisa e desenvolvimento da unidade.

“Nossa atuação abrange todos os elos das cadeias produtivas. Na pré-produção (ou antes da porteira), as tecnologias digitais vêm apoiando a análise de Big Data para pesquisa de novos genes e modelos de risco climático. Softwares e aplicativos também já são utilizados pelo agricultor na etapa de produção para a gestão da propriedade. E na pós-produção, novas soluções estão sendo desenvolvidas para a certificação de produtos mais sustentáveis e a rastreabilidade até o consumidor”, afirma Silvia.

O novo salto de produtividade no campo

A chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital destaca um estudo recente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que afirma que as tecnologias digitais serão mais disruptivas e transformadoras no meio rural do que o experimentado no período da revolução industrial e serão determinantes para o aumento da produtividade.

O consumidor final também tem papel importante nesta nova fase, mais empoderado e preocupado com nutrição, saúde e transparência.

“Esse cenário de oportunidades também impõe desafios, como a necessidade de ampliar a conectividade no campo e melhorar o acesso de todos a tecnologias de ponta, mas é certo que esta agricultura cada vez mais suportada por conteúdo digital será fundamental para o Brasil seguir ampliando sua capacidade de produção com sustentabilidade ambiental, social e econômica”, afirma Silvia.

Legado na área digital

Localizada em Campinas (SP), a unidade atua de forma multidisciplinar focada no desenvolvimento de soluções, softwares, sistemas e aplicativos móveis para atender demandas do setor produtivo e apoiar políticas públicas como o Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e o projeto TerraClass, iniciativa da Embrapa e Inpe para monitoramento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal e Cerrado.

Nos últimos três anos, o centro liderou mais de 40 projetos financiados pela Embrapa e por fontes externas. Entre eles, pesquisas com drones para monitoramento das pastagens e do rebanho bovino; o uso de visão computacional e inteligência artificial na fruticultura de precisão. Além do desenvolvimento de ferramentas digitais para a avaliação do balanço de carbono e a aplicação da internet das coisas na irrigação inteligente e em sistemas de integração lavoura-pecuária floresta (ILPF). Outras iniciativa são ainda os aplicativos móveis de apoio à tomada de decisão, como o Zarc Plantio Certo e o Roda da Reprodução.

Neste período, a Embrapa Agricultura Digital também firmou cerca de 80 acordos e convênios de cooperação técnica, estabelecendo parcerias estratégicas com governos, instituições de pesquisa e ensino, empresas privadas, cooperativas, associações e entidades de assistência técnica e extensão rural.

A unidade também tem intensificado sua contribuição para o ecossistema de inovação em agricultura digital por meio de iniciativas voltadas ao mercado de soluções digitais. Uma de suas iniciativas é o programa de aceleração tecnológica de startups TechStart Agro Digital, outra a Plataforma AgroAPI, que disponibiliza informações e modelos gerados pela Embrapa.

Novidades no horizonte

No dia 25 de novembro, a partir das 9h, o evento “Embrapa na Era da Agricultura Digital”, vai trazer em mais detalhes a proposta da unidade. Na ocasião, será lançado estudo para a criação de um corredor tecnológico no estado de São Paulo e apresentada a nova infraestrutura de data center da Embrapa Agricultura Digital, que dará suporte à demanda por processamento de grandes volumes de dados.

A programação terá ainda um webinar que vai abordar o uso da Plataforma AgroAPI Embrapa para geração de novas soluções digitais com parceiros e clientes, um exemplo da aplicação de blockchain na cadeia sucroenergética e a tecnologia de edição gênica utilizada em pesquisas para adaptação de culturas agrícolas às mudanças climáticas. O evento será transmitido no canal da Embrapa no YouTube.

*Com informações de assessoria de imprensa.

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Maurício Moraes

Maurício Moraes

Sócio e líder do setor de Agribusiness, PwC Brasil

Tel: 4004 8000

Dirceu Ferreira Junior

Dirceu Ferreira Junior

COO do PwC Agtech Innovation e sócio, PwC Brasil

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